19 de dezembro de 2011

Passarinheiro

O poeta passarinheiro de um só coração
Pensante nato fazia de sua vida
Uma alegria eterna e contagiante
João esse era seu nome

Nome escolhido por um bravo Padre
João que em dias de chuva se encolhia
E em tardes ensolaradas saia
Com seu passarinho na mão

Cantando aquela canção que me ensinou
E anos depois me emocionou
Saudades das gargalhadas e pleonasmos
Que em tantos dias ele dizia

Era ele que me apoiava
Não importava o que eu escrevia
Se meu poema não tivesse rima, ele sorria
Se eu cantasse desafinado, ele também sorria

Jamais mediu esforços para me fazer feliz
Tampouco se importou em me escolher como filha
Se fez presente em minha vida
Sinto sua falta todos os dias

Abraço apertado que ele tinha
Felicidade em toda a família
Amor e carinho ele nos dava
Todas as noites e todos os dias


  • Poema feito em homenagem ao meu Pai, cujo nome está mencionado no poema.  Meu querido Pai, que está nos céus, que tanto me ensinou, amou, cuidou e motivou até seu último dia de vida. A quem tanto amo e sinto falta.


14 de dezembro de 2011

Poema Pensado

Para o amor totalmente afastado
Para o meu amor ironicamente abandonado
Para lamentações sem risco de quebra
Aquelas poucas palavras ditas na festa

Para o ardor de idas e vindas
Para a fadiga de tudo que se visa
O olhar daquele belo rapaz
Me faz até hoje lembrar...

Olhares estreitos do envergonhar
Que se enxerga dentro do meu pensar
Imaginando o dia de encontrar
A fórmula perfeita para despertar

Vibrações, amores, tempo, desejo
Carinho em conjunto de sentidos estreitos
Idealizar a maneira de te conquistar
Que assim então eu possa te amar

O Não Revelar

Vontade de te ver 
Sentir um pouco você
Mas não consigo te ter
Sem saber como encontrar

Talvez esteja nalgum lugar
Abaixo das ondas do mar
Pelejando algo para me falar

Corações selvagens, 
Lutando por todas as partes
Da imensurável razão de viver
Preciso manter e logo esquecer

O quanto que gosto de Ocê
Te vejo tão longe de meu pensamento
Que só o meu silêncio suporta explicar

Ando por aí querendo te ouvir
Vontade incontrolável de te beijar
Mesmo assim vou vivendo
Com o medo rotineiro,
Prefiro não revelar

Reflexão de Número Um

  Mantenho dentro de mim a obscuridade de minhas verdades e a verdade em minhas palavras, quando necessárias proferi-las.

2 de novembro de 2011

Formas


Céu estrelado o mar agitado
Uma vontade de te ver passar 
Sentar do teu lado e ouvir os abalos
Do nosso amor ao se encontrar

Me perdi por um tempo
Do teu jeito simples, sereno
Que melhora ainda mais o meu cantar
Não posso, não quero viver sem você
Saudade imensa que me dá

Olhos amenos, tranquilos, castanhos
São tantas as formas para expressar
Desejo contínuo de te ter comigo
Saudade imensa que me dá

Me encontro em você, amo você
Te quero sempre comigo
Andar por aí e quem sabe até ouvir
Mc's não tô nem aí,
Só preciso estar contigo.

Oibaf o Matuto Que Virou Dotor.

    Oibaf o moço mais cobiçado do sertão,
Com seu jeito tranquilo e estudioso
Resolveu estudar na Capitá
Pra ser dotor e curar as dor

Na cidade grande atrai uma legião
De mulheres que por sua vez
Não resistem ao charme do moço sertanejo
E o despertam o interesse de mês em mês

Oibáf que não era burro nem tapado
Não deixava ser levado pela fala burguês
Das mocinhas da cidade, que o achavam
Engraçado por causa de sua fala cantada

Que herdara de sua humilde gente
Lá pras bandas de Brejão d' Deus
Já formado decide vortar imediatamente
E reformular as agonices
Do seu povo de uma vez

As matutinhas sabendo de sua volta,
Se arranjaram em sua porta
Para ter atendimento especial
Por volta do anoitecer.

29 de outubro de 2011

Cantar Você


Cantar Você  algo que possa ver
Cantar Você algo que queria dizer
Explodir na canção que se perde em você
Eclodir de emoção na extensão do ter

Sentir então a respiração do entender
Vontade de saber o que dizer
Envergonhado se esconde no esconder
 Em palavras contidas no entardecer

Pensamento alumiado pelo sorriso
Que contagia e que faz sentido
Esperar  entender tudo o que se quer receber
Cantar Você o que  se possa dizer
Cantar você brincadeira de se fazer

Ah, Cantar Você, tudo o que queria escrever
E assim vamos  sempre cantando
A poesia sem métrica e sem melodia
Desafinada e contida no escurecer...





11 de outubro de 2011

Meu Esconderijo

Que paixão tortuosa essa minha
Por um homem tão sem jeito
Um olhar encantado, bastante singelo
Abraço afastado, preciso mantê-lo

Lembrança de um desejo maldito
Pelo qual quero logo esquecer
Medo do sim, também do provável não
Angustiada corro a procura de tua mão

Ando vagando sem nenhum destino
Certa de que algo está a minha espera
Sinto uma vontade de compor
A melodia perfeita
 que descreva  tua beleza

Palavras maduras em poucos anos
Se contradizem com os teus cabelos Castanhos
Suavidade encontro em tua voz amiga
Estou absorta, como eu o amo.

29 de setembro de 2011

Primeiro Poema

Quando a luz da noite chega
A estrela cobre o luar...
Quando o Sol amanhece
Acende o meu acordar



  • Pequeno Poema feito por mim, aos 9 anos de idade!

27 de setembro de 2011

Poema Enigmático N- 1.



Agora eu sei o que é m...
Preciso de ar estou sem j...
Procuro a felicidade  em teu o...

Volte para lá, aqui não é l...
Vontade de correr após a p...
Saudade de uma alvoroçada p...

O singelo aperto escondido no p...
Estranho silêncio que ouço é r...
Rabiscos de sonhos por todos os l...
Fico feliz apenas com o teu a...





Quem sou eu

Minha foto
Jaboatão Dos Guararapes, Pernambuco, Brazil
Me chamo Rita Moraes, sou acadêmica em letras pela UFPE,apaixonada pela arte da escrita essa pela qual me permite possuir o desejo latente e permanente de transcrever em forma de Poemas, Contos, Músicas; o que de certo modo me motiva e eleva o meu olhar para o que está em minha volta. Enxergo além de minha visão com o aprofundamento de sentidos, que se entrelaçam da escrita a melodia. Sonhadora e Romântica, escrevo para ser feliz e fazer chorar e sorrir.

Seguidores